Os olhos sempre com aquela sensação de que acabaram de acordar!
Férias pela metade, sentimento espirrando em todo mundo.
Não sei lidar com o prático, sou excessivamente teórica!
Teoremas, aforismos, versos livres e sonetos- não sei viver em prosa, por favor, não me venha com parágrafos!
Outro dia, voltando do tronco, encontrei três crianças surdas dialogando no ônibus!
Eu vi um diálogo de crianças surdas e cai em lágrimas.
Por que as lágrimas são involuntárias?
Imagina um choro programado, um choro com hora certa, do tipo: 10:15h, hora de se debruçar em lágrimas! Que drama!
“Abalos sísmicos na alma”-- Gostei desta frase.
Mia Couto é o dono. Ele, uma espécie de poesia moçambicana tupiniquim, um sotaque pausado, um poesia que flui...
Sabe aquelas pessoas que parecem que estão declamando quando falam?
Aquele dia foi leal, sorriso sem parar!
“ À Renata
Toda a poesia
De todos os momentos
Mia Couto’’
Fiquei com tanta vergonha, mas rompi com a timidez e mesmo sem etílicos, consegui falar um pouquinho de dentro para fora!
É tão difícil, mas eu vou tentando...
Então:
“Meu Deus
Dai- me sempre uma poesia que verse
Uma poesia que fale
Do assunto da humanidade
A poesia que vale.
...
Dai-me uma poesia
Que abre feridas e ao mesmo tempo cure
Todos os nexos
Todos os lados de dentro
Um poesia emplasto
Uma poesia unguento”
Uma poesia prova
Uma poesia vento
Que ao mesmo tempo dure’’
Elisa Lucinda.