renascida

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Nome: renascida
Local: Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil

Quarta-feira, Outubro 29, 2008

cuspir no chão

Têm dias que sinto asco do ser humano, brota ânsias de náuseas, um embrulhar ruim no estômago....
Como o ser humano as vezes é tão tão mais tão pequeno....
Realmente, Guimarães estava certo, o que a vida quer dar gente é coragem!
E isso nas entrelinhas da poesia e da sabedoria implica também dignidade e respeito.
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Amanhã recebo meu veredicto da endoscopia, talvez a posologia indicada seja evitar pequenos, ou não se deixar envolver por eles.
rá!
P.s- música do dia: céu de santo amaro, na voz de maria bethania.
A dignidade de se permitir, nas entrelinhas. Na poesia que ninguém, mesmo tentando, viverá, sentirá!

Quinta-feira, Outubro 23, 2008

só mais um chopp

Noções

Cecilia Meireles


Entre mim e mim,
há vastidões bastantes para a navegação dos meus desejos afligidos.
Descem pela água minhas naves revestidas de espelhos.
Cada lâmina arrisca um olhar, e investiga o elemento que a atinge.
Mas, nesta aventura do sonho exposto à correnteza,
só recolho o gosto infinito das respostas que
não se encontram.
Virei-me sobre a minha própria existência, e contemplei-a
Minha virtude era esta errância por mares contraditórios,
e este abandono para além da felicidade e da beleza.
Ó meu Deus, isto é a minha alma:qualquer coisa que flutua sobre este corpo efêmero e
precário, como o vento largo do oceano sobre a areia passiva e
inúmera...


porque eu mereço Cecilia Meireles.
o poemeto honorários breve breve será publicado neste espaço,
outra coisa,
aquela cancela ontem que nos impediu de adentrar no show do pedro morais, em nada prejudicou a bela noite de quinta, numa outra oportunidade o pedro lerá a minha poesia inebriante de taberna. isso se ele guardou o papel e se entendeu meus hieróglifos.

Segunda-feira, Outubro 20, 2008

ele acaba.

''Vivendo e aprendendo a jogar
Vivendo e aprendendo a jogar
Nem sempre ganhando
Nem sempre perdendo
Mas aprendendo a jogar"
''O amor não pede a conta na mesa, é a conta. Não há amor se você não for o último cliente. O último a sair é que está realmente amando." Carpinejar
acho que esse é o segredo, aprender a jogar!
num tempo em que não é permitido errar, e que os visiveis são sempre os vitoriosos, magros, cabelos lisos, siliconados e afins. Fico a perguntar qual o espaço dos que erram, ou num termo mais capitalista, dos fracassados?
Talvez seja nas penitenciarias, manicomios, ou mesmo nas ruas. Quem são os vitoriosos realmente? Num mundo em que tudo perece cronologicamente, qual a reação daquele que não aprendeu a lidar com a perda? E o fracasso existe? Por que ninguém nunca o vendeu numa campanha publicitária?
O amor não é produto, a pessoa amada não é objeto.
e o ser humano falível e frágil arrogantemente não quer perder o objeto amado, não aprendeu a perder nada, só a ganhar...
e as consequências?
dispensa comentários.
...
e eu continuo com minha dor de estomago, rumo a mais uma endoscopia, mas sempre aprendendo a jogar.

Sábado, Outubro 18, 2008

enunciação


A chuva está no dever ser ainda, e eu aqui pronta. Quase ao encontro da rua, quando tudo escureceu, e eu, de roupa limpa, resolvi ficar. Não que eu tenha medo da chuva, mas os raios me intimidaram. Caiu. Choveu, e eu intacta. Escuto Moska, deu vontade de chorar, as gotas são de uma chuva de verão, passageira, um alivio da natureza. Como as minhas lágrimas. Refresco.
‘’é tudo novo de novo’’- já a escutei várias vezes, e a chuva intensa, a lágrima não. Ahhhhhhhhhhhhhhhhh...
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Fui interrompida, decorrência do pico de energia, perdi o parágrafo passado. Ela passou. E reabri as janelas, o vento e a noite pediram passagem. A rua despretensiosa me convida de novo, e eu? Eu vou ao seu encontro.

Segunda-feira, Outubro 13, 2008

eu e ela.

E ela que sempre acreditou que amar era verbo intransitivo, foi aos poucos sendo convencida que não era. De fato, ela num primeiro momento relutou, mas a transitividade direta do verbo empiricamente surgiu. Como surgiram inúmeros outros sentimentos, cumplicidades e cotidianos que misturavam tudo no músculo involuntário maior. Ela sempre se questionou sobre o significado da palavra amor, já desistiu dos porquês ou não da transitividade. Até porque, segundo suas constatações: "o sentimento é só seu e de mais ninguém, é tão infinito e tão perene na medida em que você e tão somente você sente’’. Ela me pediu para eu não desacreditar no amor, afinal, segundo Drummond, aquele que viveu 32 anos com duas mulheres, "o que pode a criatura senão entre criaturas amar?”
P.s- depois eu conto o show da martnália e a primeira caminhada- renata/neuza/ronivalter.
São fortes emoçoes que ainda não consigo reduzir a meia dúzia de palavras.

Segunda-feira, Outubro 06, 2008

estrábica por natureza....

Já tentamos decifrar os nãos, cansamos de iniciar as frases com porquês e nada, nada de oração subordinada explicativa. Nada plausível e aritmético que nos impeça. Ruptura! Ruptura com os pensamentos retos, as frases feitas, cara feia. Descontentamento alheio? E? E?
e a vulgaridade que cega, a poesia que nos alucina, o espanto da lucidez, a degustação livre e sadia de saborear as pessoas no limbo, sem tantas personas. O verso livre que , aos poucos, rabisco, desmancho, refaço, DESCONSTRUO e? e? e?
E, deixa ser.
Aos cegos:
um par de óculos míopes!

Sexta-feira, Outubro 03, 2008

aqui jaz ...


caminhando caminhante pelas ruas da cidade ao som de noel, cartola, paulinho da viola, mantras, chorinho, jazz, milton, chico, caetano, ana, bach, bethania, elza, ney e por aí vai...
isso é muito perigoso, precisarei redobrar a atenção, senão :
Manchete da capa do SUPER.

Quinta-feira, Outubro 02, 2008

imã de geladeira

retiro o que eu afirmei no post 201. Não resisti!

enfim, a culpa foi do fabricio, ahhhhhh, carpinejar..
vontade de gritar: Seu canalha!!! rsrsrsr
reencontra-lo fez com meu estomago gritasse baixinho de alegria.
Noite leal.

“ e como se eu estivesse , enfim, chegado em casa...”
e mesmo após um segundo olhar pudesse perceber as janelas ainda fechadas, resolvi me guiar pela fresta de luz da porta entreaberta. Entrei!por um instante pensei poder Ir limpando calmamente as peças,retirando o mofo pra deixar vir o brilho.Me detive diante de lindo livro branco e pus a folhear linha por linha calmamente ate agora posso senti-las nas pontas dos meus dedos. Doce e suave leitura. quieta espero que as janelas se abram também com a mesma calma.Quieta espero que a casa acolha o viajante que viera noites e dias, chuva e sol fazer morada. Encontrar pouso, plantar flores, pendurar na soleira os pés cansados e deixar que venham os frutos ate que passe o inverno e outra vez chegue a primavera.
Thania Furbino
bonito demais isso, senhorita furbino!. a inspiração vem de onde?
acho que é culpa do café quixotesco! Rsrsrs...
e tudo que o carpi fala é poesia e tudo que...
denominaria o livro do carpi, versão de saias, como :
SUA CACHORRA!