ser ou não ser atemporal?
ecdise.
Lavras Novas, 31 de Julho de 2005
A dor de trocar a casca lateja. Os ritos que tanto escuto falar agora vão adquirindo forma.
(nunca pensei que doesse tanto)...Ontem, foi um dia um tanto quanto revelador, um grito que somente eu escutei.Um explosão dentro da alma...
Eu e minhas inúmeras máscaras, eu e a convivência diária com minhas personagens-----.
Caricaturas ,personagens de tragédia grega e etc...
Talvez seja esses excessos que tanto me castigam e que tanto me faltam.
É preciso respirar profundamente, deixar que este ar puro adentre neste ser precário, medíocre, tão humano que chega a doer.
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Essa viagem fora necessária, era preciso aflorar as verdades que estavam submersas, enterradas em mim. As pessoas por mais banais que sejam são sempre as pessoas que devoro avidamente, absorvo profundamente.
Álcool, risadas e a grande certeza da ilusão e do teatro. Não os culpo, não me castigo por eles. Todos veem, mas raros são os que enxergam. Não peço compreensão, não carece que todos compreendam.
Eis a limitação, eis a crença .
As náuseas que agora me incomodam não são aquelas que tanto me incomodaram durante todo mês de julho, e sim náuseas da alma, espasmos, gritos.
pois é, vejo surgir uma fé , uma crença em não sei onde, não sei como, não sei o por quê. Lembra dos ritos? Creio que sinto necessidade deles agora.
Cansei, cansei, cansei....
a nova carcaça se amolda no corpo, como dói...
Cansei deste vazio, desta secura, deste teatro grego...
Cansei de me consumir, cansei de gritar e ninguém ouvir, cansei de ser a reles mortal que aglutina a todos... Cansei---novamente respiro. As lagrimas insistem em cair, vão trilhando caminho na minha face ruborizada de sol.
eu, renascida!
Tenho vontade de começar de novo, enxergar o que antes estava na cara, mas eu ignorava. amar como sempre amei meus pais, prestar atenção no banal , no cotidiano, fazer as poesias mentais, ver o céu, me encantar com as estrelas.
o meu presente maior este fim de semana fora o céu----ele veio em silencio, sem pedir nada, devagarzinho-- sua imensidão assustadora encantou os meus olhos cor de não sei a cor.
as estrelas, aHHHHHHHHHHHHHHHH...
a antiga casca eu deixei por lá...
a nova casca tá aqui.
vou me amoldando, adaptando...
e renasço para um novo capitulo, nesta estória chamada Renata, neste enredo chamado vida.



